Poder feminino: fisiologia explica por que a mulher é mais resistente que o homem à fadiga


A fadiga é um fenômeno subjetivo que pode ter várias definições diferentes, porém, mais simplificadamente, pode ser entendida com a incapacidade ou intolerância de manter um esforço físico. As ciências do esporte estudam este fenômeno há muito tempo e, apesar de progressos no seu entendimento, ainda persistem muitas dúvidas em relação a vários mecanismos relacionados a sua origem.

Já existe uma compreensão de que a fadiga tem um componente central, com origem no sistema nervoso, e um componente periférico, com origem nos músculos em atividade.

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Dentre as várias questões relacionadas ao assunto, uma hipótese levanta uma discussão interessante. A mulher é mais resistente à fadiga do que o homem? É importante ressaltar que nessa questão não se está comparando a aptidão física da mulher com a do homem. Diferenças anatômicas e fisiológicas determinam uma vantagem do homem em relação à mulher no que se refere à aptidão física.

A questão seria analisar a fadiga em termos relativos, considerando um mesmo grau de esforço em porcentagem do máximo de cada um. Existem evidências na literatura de que, nesse caso, a mulher é mais resistente, e curiosamente são baseadas nas diferenças anatômicas e fisiológicas.

A explicação seria a seguinte: a mulher tem um menor percentual de fibras musculares chamadas anaeróbicas, que produzem metabólitos associados à fadiga. Isso faria com que o cérebro receba menos impulsos nervosos originados nos músculos, acenando com menor fadiga periférica. Com menos impulsos nervosos, a fadiga central também seria menor.

Referência : Yacyshyn A.F et al. Med Sci Sports ans Exerc. Vol 50 -5 1061-1069 2018


*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.


Por: Gerseli Angeli e Turibio Barros – Mestre e Doutor em Fisiologia do Exercício pela EPM. Membro do conselho científico da Midway Labs, professor e coordenador do Curso de Especialização em Medicina Esportiva da Unifesp e fisiologista do São Paulo FC e coordenador do Departamento de Fisiologia do E.C. Pinheiros. Membro do American College of Sports Medicine. www.drturibio.com.


Fonte: https://globoesporte.globo.com/eu-atleta/post/2019/04/23/poder-feminino-fisiologia-explica-por-que-a-mulher-e-mais-resistente-que-o-homem-a-fadiga.ghtml


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